Para quem é a terapia individual on-line?
A terapia individual on-line é uma possibilidade de cuidado para adultos que desejam compreender melhor o que sentem, como reagem e de que maneira determinados padrões afetam suas escolhas e relações. O processo pode acolher questões como ansiedade, autocrítica, baixa autoestima, dificuldade de regulação emocional, mudanças importantes, conflitos nos relacionamentos e comportamentos que continuam se repetindo mesmo quando já não ajudam. A presença de uma dessas dificuldades não define, sozinha, uma indicação: a adequação do atendimento é conversada individualmente, considerando necessidades, condições para o formato on-line e limites profissionais.
Procurar terapia não exige ter todas as respostas ou conseguir explicar perfeitamente o que está acontecendo. A primeira parte do trabalho é justamente organizar a experiência: identificar situações que geram sofrimento, observar pensamentos, emoções e comportamentos associados e construir objetivos que façam sentido para a sua realidade.
O atendimento não oferece fórmulas prontas nem promessa de resultado. A psicoterapia é um processo colaborativo: eu contribuo com escuta, conhecimento técnico e intervenções; você participa com sua história, seus valores, suas dúvidas e o ritmo possível naquele momento.
Como acontece o processo terapêutico?
As sessões são realizadas por videochamada e duram aproximadamente 50 minutos. Em geral, os encontros são semanais, mas a frequência pode ser discutida conforme a necessidade clínica e as possibilidades de cada pessoa. Para participar, é importante estar em um ambiente reservado, utilizar um dispositivo com conexão estável e reduzir interrupções sempre que possível.
1. Primeiros encontros
Você apresenta o que motivou a busca e eu procuro compreender o contexto, a história relevante, os recursos disponíveis e as expectativas para o acompanhamento.
2. Objetivos compartilhados
As prioridades são organizadas em conjunto. Os objetivos podem ser revistos ao longo do processo quando surgirem novas necessidades ou quando a compreensão do caso se ampliar.
3. Acompanhamento
As sessões combinam reflexão, construção de repertório e observação de como os padrões aparecem na vida cotidiana, sempre respeitando limites e decisões da pessoa atendida.
Abordagens que fundamentam o atendimento
Minha atuação é orientada pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pela Terapia do Esquema e pela Prática Baseada em Evidências. Essas referências não funcionam como um roteiro rígido. Elas ajudam a formular hipóteses sobre a relação entre história de vida, pensamentos, emoções, necessidades e comportamentos, ao mesmo tempo em que a experiência particular da pessoa continua no centro do processo.
Terapia Cognitivo-Comportamental
A TCC contribui para observar como interpretações, respostas emocionais e ações se influenciam. A partir dessa compreensão, é possível avaliar estratégias de enfrentamento, testar outras formas de responder e acompanhar mudanças de maneira organizada.
Terapia do Esquema
A Terapia do Esquema amplia a TCC ao integrar contribuições de outras tradições clínicas, tendo sido desenvolvida inicialmente para dificuldades persistentes que respondiam pouco aos protocolos tradicionais. Ela parte da ideia de que experiências significativas da história de vida — em especial quando necessidades emocionais centrais não foram suficientemente atendidas — favorecem a formação de esquemas: padrões profundos de percepção, emoção e memória sobre si mesmo e sobre as relações. Diante desses esquemas, cada pessoa desenvolve estilos de enfrentamento que um dia funcionaram como proteção, mas que podem continuar produzindo sofrimento e repetição no presente. No processo terapêutico, essa leitura ajuda a compreender por que certos padrões voltam a aparecer e a construir, aos poucos, respostas mais compatíveis com as necessidades e os valores atuais.
Prática Baseada em Evidências
A Prática Baseada em Evidências integra conhecimento científico disponível, experiência clínica e características, valores e preferências da pessoa atendida. Isso implica reconhecer incertezas, revisar hipóteses e evitar apresentar uma técnica como solução universal.
Terapia on-line funciona?
A psicoterapia por videochamada possui evidências favoráveis para diferentes demandas e abordagens. Uma meta-análise que comparou psicoterapia ao vivo por vídeo com o atendimento presencial encontrou resultados globalmente comparáveis nos conjuntos de estudos avaliados. Na prática, o que sustenta o processo é o mesmo do formato presencial: vínculo terapêutico, método fundamentado e continuidade — a videochamada muda o meio, não o trabalho clínico. No Brasil, o atendimento psicológico mediado por tecnologias digitais é regulamentado pela Resolução CFP nº 9/2024 e segue o mesmo rigor ético e técnico da modalidade presencial, incluindo o sigilo profissional. Isso não significa que o formato seja igual para todas as pessoas ou situações: indicação, segurança, privacidade, preferência, acesso à tecnologia e características clínicas precisam ser considerados caso a caso, sempre sem promessa de resultado.
Fontes: meta-análise indexada no PubMed e orientação oficial do CRP 16 sobre atendimento on-line.
Privacidade, sigilo e limites do formato
O sigilo é um dever ético da psicóloga, com limites previstos pelas normas profissionais e pela legislação. As condições do atendimento, o canal de videochamada e os cuidados de privacidade são conversados no início do processo. Eu não gravo as sessões. Do lado da pessoa atendida, usar fones de ouvido e escolher um local reservado ajuda a proteger a conversa de interferências externas.
Este site não recebe relatos clínicos por formulário. O primeiro contato acontece em serviços externos de agendamento ou mensageria, que possuem políticas próprias. Evite enviar informações sensíveis além do necessário antes de conhecer as condições do atendimento. Consulte também a Política de Privacidade do site.
A terapia on-line não substitui serviços de urgência ou emergência. Em situação de crise imediata, procure a rede de emergência mais próxima, ligue para o SAMU 192 ou para o CVV 188 quando precisar de apoio emocional.
Dúvidas antes de começar
Preciso saber qual é o meu diagnóstico?
Não. Você pode apresentar situações, sentimentos ou dificuldades que motivaram a busca. A avaliação e a compreensão do caso acontecem ao longo do processo, sem exigir que você chegue com uma explicação pronta.
O que preciso preparar para a primeira sessão?
Reserve cerca de 50 minutos, escolha um ambiente com privacidade e teste sua conexão, câmera e áudio. Se desejar, anote dúvidas sobre formato, frequência, valores ou funcionamento para conversar no encontro.
Posso tirar uma dúvida antes de agendar?
Sim. O WhatsApp pode ser usado para perguntas objetivas sobre o serviço. Questões clínicas e relatos detalhados são mais adequados ao espaço da sessão, que oferece contexto e condições de privacidade combinadas.